quinta-feira, 26 de junho de 2014

Terapia Cognitivo-Comportamental



A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das poucas formas de psicoterapia que foi cientificamente testada em centenas de ensaios clínicos para muitos transtornos diferentes.  É utilizada para tratar uma ampla gama de problemas, incluindo fobias, dependências, depressão e ansiedade.

A TCC é geralmente de curto prazo e focada em ajudar os clientes a lidar com um problema específico. Durante o curso do tratamento as pessoas aprendem a identificar e mudar padrões de pensamento destrutivos ou perturbadoras que têm uma influência negativa sobre o comportamento.

A TCC ajuda as pessoas a identificar pensamentos disfuncionais e como eles interferem nas ações e sensações. Em seguida é possível aprender a mudar o pensamento irracional ou distorcido e gerar um pensamento mais realista. Quando as pessoas pensam de forma mais realista, elas se sentem melhor e podem realizar um comportamento mais adequado e eficaz. A ênfase de todo trabalho terapêutico é na resolução de problemas e iniciar uma mudança comportamental.

As pessoas muitas vezes experimentam pensamentos ou sentimentos que reforçam crenças irracionais. Tais crenças podem resultar em comportamentos problemáticos que podem afetar várias áreas da vida, incluindo a família, relacionamentos amorosos, trabalho e estudos. Por exemplo, uma pessoa que sofre de baixa autoestima pode experimentar pensamentos negativos sobre suas próprias habilidades ou aparência. Como resultado desses padrões de pensamentos negativos, o indivíduo pode começar a evitar situações sociais ou deixar passar oportunidades profissionais e nos relacionamentos afetivos.

Os nossos pensamentos e sentimentos desempenham um papel fundamental em nosso comportamento. Uma pessoa que passa muito tempo pensando sobre acidentes de avião pode evitar viagens aéreas. Para combater estes pensamentos e comportamentos destrutivos, um terapeuta Cognitivo-Comportamental começa por ajudar o cliente a identificar as crenças problemáticas. Esta fase, conhecida como análise funcional, é importante para aprender como os pensamentos, sentimentos e situações podem contribuir para comportamentos desajustados. O processo pode ser difícil, especialmente para os pacientes que lutam com a introspecção, mas pode levar à insights (percepções diferenciadas sobre si mesmo) que são uma parte essencial do processo de tratamento.

A segunda parte da TCC concentra-se nas ações que estão contribuindo para o problema. O cliente começa a aprender e praticar novas habilidades que podem ser colocadas em uso em situações do mundo real. Por exemplo, uma pessoa que sofre de dependência de drogas pode começar a praticar novas habilidades de enfrentamento e ensaiar formas de evitar ou lidar com situações sociais que poderiam, potencialmente, desencadear uma recaída.

A terapia cognitiva comportamental tem se tornado cada vez mais popular nos últimos anos, principalmente pelo amplo número de pesquisas e eficácia dos tratamentos. O tratamento de situações traumáticas é uma das áreas importantes de tratamento. O cérebro humano registra situações de extremo desconforto e passa a responder a qualquer sinal que esteja associado ao evento ruim enviando sensações de medo ou a sensação exata da situação traumatizante. Na TCC é possível verificar as associações que reativam a lembrança do trauma e treinar respostas diferenciadas para essas lembranças.

A Terapia Cognitiva e Comportamental são conceitualmente distintas, mas complementares na prática clínica. A primeira possui uma ênfase na alteração das crenças (pensamentos) como ponto principal do tratamento. A terapia comportamental possui uma abordagem mais voltada para a alteração do comportamento que envolve toda a cadeira pensamento, sentimento e ação. Apesar da divergência teórica, a investigação de pensamentos associada à prática sistemática de mudanças comportamentais tem se mostrado altamente eficaz na prática clínica.

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