quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Difference between PTSD reactions and Borderline Personality Disorder

Difference between PTSD reactions and Borderline Personality Disorder: The first couple of therapy sessions with Trina were rollercoaster rides. One second she was excited about a new job and all of the possibilities it presented. The next she was anxious and overwhelmed from being a caretaker to her mother. Then she was nervous and depressed over the thought that her long-time partner might leave her. Despite several attempts to help her regulate the extremes of her emotional responses, she continued to experience intense reactions. The initial thought of the therapist was that she had Borderline Personality Disorder (BPD). But after further assessment, Trina was missing some necessary ingredients. She did not have an intense fear of abandonment as demonstrated by her ten years of living without a partner. She also had no history of suicidality or self-harming behaviors. And while she did occasionally overindulge with alcoholic beverages, this behavior was not nor had never been done at addictive levels. However, Trina did have a history of severe

sábado, 23 de setembro de 2017

Reversão sexual? Cura gay? O que a psicologia fala sobre isso

Essa semana houve a repercussão da notícia sobre a autorização para tratamento de homossexuais no Brasil. Esse assunto movimentou bastante o meu Facebook e pude perceber a opinião de vários psicólogos sobre o assunto. Algumas posições me espantaram, pois ainda colocam em dúvida o direito individual do sujeito de não aceitar sua sexualidade diferente da maioria.

Diante dessa polêmica é importante que algumas coisas fiquem claras sobre o que a psicologia tem a oferecer em termos de tratamentos. A psicologia não possui um método validado para alterar a direção da libido de uma pessoa. Em outras palavras, não existe uma maneira validada de modificar o desejo sexual de uma pessoa. Num processo terapêutico comportamental a pessoa aprende a entender seu comportamento, as possíveis razões de seus padrões de comportamento e pode definir novos repertórios de comportamento para o futuro.

Esse novo repertório que ela poderá desenvolver depende muito da sua história passada e de como o ambiente vai reforçar ou punir as ações que estão sendo desenvolvidas. É um processo consciente onde o psicólogo ajuda o paciente na emissão de novas ações e na manutenção dessas ações no presente e futuro.

Diante dessa explicação é importante saber os limites dessa transformação individual. A psicologia não possui métodos milagrosos, as mudanças que ocorrem num processo de psicoterapia dependem de várias variáveis da vida do sujeito. O psicológico é um agente reforçador e aplica conhecimentos e técnicas que ajudam a direcionar as ações necessárias para a mudança desejada.

Neste contexto o poder de mudança não está no psicólogo, está no sujeito que inicia sua trajetória. Como psicólogos somos guias importantes e interferimos de maneira significativa na emissão de novos comportamentos.

Como interferimos de maneira significativa com teorias e técnicas, precisamos acima de tudo respeitar os interesses do paciente. Psicólogos não podem possuir preconceito, induzir movimentos que não estejam de acordo com os objetivos do paciente e nem prometer cura para doenças. A maioria das situações psicológicas  que causam sofrimento, confusão mental e prejuízo social são descritas na psiquiatria como transtornos e não como doenças. Esses transtornos são tratados com medicações e a psicoterapia ajuda o paciente a mudar comportamentos que estão reforçando seu sofrimento. Nos próprios manuais existe o aviso para avaliar se este quadro está causando sofrimento e interferindo na vida social do sujeito para justificar uma intervenção.

Temos uma série de limitações nessa jornada. Temos muito chão pela frente para decifrar o ser humano. A ciência da psicologia ainda precisa avançar para resolver causas realmente graves e importantes como a violência, a xenofobia, os desvios de caráter, parafilias entre outros dilemas da psique humana.

Reforço que questões relacionadas ao desejo, a libido, não possuem técnicas validadas para serem aplicadas e mesmo que existissem precisaria de uma reflexão profunda sobre em quais casos aplicar. Existem quadros de desvios sexuais sérios e que não estão sendo alvo de preocupação da sociedade. Nem toda diferença é problema. A sociedade precisa melhorar seu entendimento dessa questão para não confundir diferenças com transtornos.

A psicologia como ciência do comportamento humano vai além da visão meramente biológica, pois o comportamento é também social e cultural. Um psicólogo precisa ter uma visão ética e filosófica ampla para saber que não estamos lidando apenas com a retirada de uma verruga da pele, mas estamos lidando com mudanças de raciocínio, de postura, da forma de interagir com o meio. É uma grande responsabilidade compartilhada (psicólogo e paciente) e que ainda terá um impacto social.

Todos têm o direito de mudar, mas todo psicólogo precisa ter uma formação sólida e ética para ajudar o indivíduo a refletir sobre as razões da sua mudança e as consequências pessoais e sociais envolvidas nisso.

Nunca devemos trabalhar para reforçar o medo, a vergonha, apenas para adequar o sujeito a viver num ambiente opressor e violento. Precisamos, psicólogos e pacientes, achar um caminho inteligente onde a pessoa possa se perceber e se valorizar como um indivíduo e conviver pacificamente em sociedade.

Encontrei esse vídeo da Loui Ponto maravilhoso que resume perfeitamente a questão da homossexualidade e sobre a polêmica dessa semana. Parabéns para essa menina corajosa e inteligente que está ajudando muitas pessoas a perceberem que podem aceitar suas diferenças e a valorizarem suas vidas sendo indivíduos saudáveis e felizes.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Entrevista com Roberto Banaco, excelente analista do comportamento. Neste vídeo ele conta sua trajetória de professor e psicólogo clínico em São Paulo. 




segunda-feira, 6 de março de 2017

Terapia Comportamental Dialética - DBT

A terapia comportamental Dialética (em inglês Dialectical Behavior Therapy - DBT) é um tratamento indicado para Transtorno Boderline e outros transtornos que envolvem estados emocionais intensos e descontrole de impulsos.

Em janeiro de 2017, participei do curso de introdução para terapeutas DBT. Para resumir o que significa essa forma de tratamento, traduzi o texto que está na página do site Behavioral Tech. Para quem domina o inglês, estão postados diversos vídeos com explicações teóricas e depoimentos da própria autora Marsha Linehan.
  
link para o texto em inglês: 
http://behavioraltech.org/resources/whatisDBT.cfm



Marsha Linehan


O que é DBT?

A terapia comportamental dialética (DBT) é um tratamento cognitivo-comportamental que foi originalmente desenvolvido para tratar indivíduos cronicamente suicidas diagnosticados com transtorno de personalidade boderline e agora é reconhecido como o padrão ouro no tratamento para esta população. Além disso, a pesquisa mostrou que é eficaz no tratamento de uma ampla gama de outras doenças, como a dependência de substâncias, depressão, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e transtornos alimentares.

A DBT inclui quatro conjuntos de habilidades comportamentais:

Mindfulness: a prática de estar plenamente consciente e presente neste momento

Tolerância à Angústia: como tolerar dor em situações difíceis, não alterá-la.

Eficácia interpessoal: como pedir o que você quer e dizer não enquanto mantém o autorrespeito e as relações com os outros.

Regulação emocional: como mudar as emoções que você quer mudar.

Os terapeutas de DBT aceitam clientes como eles são ao mesmo tempo reconhecendo que eles precisam mudar para atingir seus objetivos. Além disso, todas as habilidades e estratégias ensinadas em DBT são equilibradas em termos de aceitação e mudança.

Os clientes que recebem DBT normalmente têm múltiplos problemas que requerem tratamento. A DBT usa uma hierarquia de metas de tratamento para ajudar o terapeuta a determinar a ordem na qual os problemas devem ser tratados. As metas de tratamento em ordem de prioridade são:

Comportamentos que ameaçam a vida: Em primeiro lugar, os comportamentos que podem levar à morte do cliente são direcionados, incluindo todas as formas de autolesão suicida e nãosuicida, ideação suicida, comunicações suicidas e outros comportamentos envolvidos com a finalidade de causar danos corporais prejuízo.

Comportamentos que interferem na terapia: Isso inclui qualquer comportamento que interfira com o cliente recebendo tratamento efetivo. Esses comportamentos podem ser da parte do cliente e / ou do terapeuta, como chegar tarde às sessões, cancelar compromissos e não ser colaborativo no trabalho em direção aos objetivos do tratamento.

Comportamentos de qualidade de vida: Esta categoria inclui qualquer outro tipo de comportamento que interfira com clientes com uma qualidade de vida razoável, tais como distúrbios mentais, problemas de relacionamento e crises financeiras ou habitacionais.

Aquisição de habilidades: Refere-se à necessidade de os clientes aprenderem novos comportamentos habilidosos para substituir comportamentos ineficazes e ajudá-los a alcançar seus objetivos.

A DBT é dividida em quatro estágios do tratamento. Os estágios são definidos pela gravidade dos comportamentos do cliente e os terapeutas trabalham com seus clientes para alcançar os objetivos de cada estágio em seu progresso para ter uma vida que eles vivenciam como digna de ser vivida.

No estágio 1 o cliente está em grande sofrimento e seu comportamento está fora de controle: ele pode estar tentando se matar, provocar prejuízos pessoais, usar drogas e álcool e / ou engajar-se em outros tipos de comportamentos autodestrutivos. Quando os clientes iniciam o tratamento com DBT, eles geralmente descrevem sua experiência de sua doença mental como "estar no inferno". O objetivo do estágio 1 é para que o cliente passe de um estágio  fora de controle para outro de controle comportamental.

No Estágio 2 eles estão vivendo uma vida de desespero silencioso: seu comportamento está sob controle, mas eles continuam a sofrer, muitas vezes devido a algum trauma passado e invalidação. Sua experiência emocional é inibida. O objetivo do Estágio 2 é ajudar o cliente a passar de um estado de desespero silencioso para um de plena experiência emocional. Este é o estágio em que o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) seria tratado.

No estágio 3 o desafio é aprender a viver: definir metas de vida, construir autorrespeito e encontrar paz e felicidade. O objetivo é que o cliente leve uma vida mais equilibrada, onde se intercalam momentos comuns de felicidade e infelicidade.

Para algumas pessoas, uma quarta etapa é necessária: encontrar um significado mais profundo através de uma existência espiritual. Linehan postulou um Estágio 4 especificamente para aqueles clientes que não conseguem atingir uma meta adicional de realização espiritual ou um senso de conexão de um todo maior. Nesta etapa, o objetivo do tratamento é que o cliente passe de um sentimento de incompletude para uma vida que envolve uma capacidade contínua de experiências de alegria e liberdade.

Filosofia e Princípios da DBT

A DBT é baseada em três posições filosóficas. A ciência comportamental sustenta o modelo biossocial do desenvolvimento da DBP, bem como as estratégias e protocolos de mudança comportamental. As práticas zens e contemplativas sustentam as habilidades de atenção plena de DBT e as práticas de aceitação para terapeutas e clientes. DBT foi a primeira psicoterapia a incorporar mindfulness como um componente central, e as habilidades Mindfulness em DBT são uma tradução comportamental da prática zen. A síntese dialética de uma "tecnologia" de aceitação com uma "tecnologia" de mudança foi o que distinguiu a DBT das intervenções comportamentais das décadas de 1970 e 1980. A dialética, além disso, mantém todo o tratamento focado numa síntese de opostos, principalmente na aceitação e na mudança, mas também no conjunto, bem como nas partes, e mantém uma ênfase na flexibilidade, no movimento, na velocidade e no fluxo no tratamento.

O Desenvolvimento da DBT

No final da década de 1970, Marsha M. Linehan tentou aplicar a terapia cognitivo-comportamental padrão (TCC) aos problemas de mulheres adultas com histórias de tentativas de suicídio crônicas, ideação suicida e lesões não suicidas. Formada como behaviorista, ela estava interessada em tratar esses e outros comportamentos discretos. Por meio de consultas com colegas, no entanto, ela concluiu que ela estava tratando as mulheres que preencheram critérios para Transtorno de Personalidade Borderline. No final dos anos 70, a TCC ganhou destaque como uma psicoterapia eficaz para uma série de problemas sérios. A Dra. Linehan estava profundamente interessada em investigar se seria útil ou não para os indivíduos cuja inclinação suicida era em resposta a problemas extremamente dolorosos. Como ela e sua equipe de pesquisa aplicada utilizavam TCC padrão, eles encontraram inúmeros problemas com o seu uso nestes casos.

Em resposta a esses problemas-chave com a TCC padrão, Linehan e sua equipe de pesquisa fizeram modificações significativas à TCC padrão. Os terapeutas aprenderam a destacar para os clientes quando seus pensamentos, sentimentos e comportamentos eram "perfeitamente normais", ajudando os clientes a descobrir que tinham um bom senso e que eram capazes de aprender como e quando confiarem em si mesmos. A nova ênfase na aceitação não ocorreu com a exclusão da ênfase na mudança: os clientes devem mudar se quiserem construir uma vida digna de ser vivida. A DBT encontrou uma maneira de equilibrar momentos de aceitação e mudança, respeitando o ritmo natural dos pacientes com estado emocional muito desregulado.

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O curso foi realizado em Curitiba pelo Dialectica Psicoterapia Baseada em Evidências. Foi ministrado pelos professores Jan Luiz Leonardi e Dan Josua.

Profissionais que realizaram o curso em Janeiro de 2017





segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Curso sobre memória - Universidade de Weslyan



Terminei em 2016 o curso online - Entendendo a Memória: A Psicologia da Memória Através dos Filmes, na Universidade de Wesleyan - EUA. Achei um excelente curso sobre como funciona nosso sistema de memória, os diferentes tipos de memória e como algumas lesões cerebrais afetam seu funcionamento. O curso retrata como os filmes abordam os problemas de memória de forma errada e outros que se aproximam muito da realidade conhecida pela neurociência. 


O curso é ministrado pelo professor John Seamon que nos faz interessantes indagações: por que algumas vezes esquecemos o que queremos lembrar e outras, lembramos o que queremos esquecer? Outras vezes lembramos eventos que nunca aconteceram ou não aconteceram do mesmo modo que os lembramos?

"Quero mostrar-lhes como a memória funciona, porque algumas vezes ela falha, e o que podemos fazer para aumentar o seu funcionamento, especialmente quando envelhecemos. Mais do que abordar todos os aspectos da memória humana, farei uma introdução ao estudo científico da memória focando um grupo selecionado de tópicos que se mantém muito difundidos popularmente. Para facilitar seu entendimento, usarei partes de numerosos filmes que ilustram diferentes aspectos da memória. Muitos de nós gostamos de assistir filmes porque eles oferecem uma oportunidade de entretenimento sem paralelos, mesmo que não sejam cientificamente comprovados. Além disso, creio que podemos aprender muito sobre a memória com os filmes populares, se os olharmos com um olho educado para isso."

Este curso é baseado no novo livro do MIT Press - Memory and Movies: What Films Can Teach Us About Memory, escrito por John Seamon. Embora não seja obrigatório para o curso, o livro pode aumentar o entendimento sobre a memória ao fornecer uma cobertura completa dos tópicos que são descitos, bem como aspectos adicionais fascinantes sobre a memória, que só se encontram no livro.

Ele está disponível em capa dura ou na forma de ebook e MIT Press está oferecendo trinta por cento de desconto, através do código MMAM30 no site https://mitpress.mit.edu/books/memory-and-movies



John Seamon


Link para o curso:

https://www.coursera.org/learn/memory-and-movies

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Pesquisa mostra efeitos da meditação no cérebro



Sara Lazar, neurocientista de Harvard, mostra que a Meditação não só reduz stress, como modifica também o seu cérebro:


 


Sara Lazar , neurocientista do Massachusetts General Hospital e Harvard Medical School, foi uma das primeiros cientistas a testar os benefícios da meditação e mindfulness e testá-los em imagens do cérebro. O que ela encontrou a surpreendeu - que a meditação pode literalmente mudar seu cérebro. Ela explica:
Q: Por que você começou a olhar para a meditação e mindfulness e o cérebro?
Lazar: Um amigo e eu estavámos treinando para a maratona de Boston. Eu tive algumas lesões de corrida, então eu vi um fisioterapeuta que me disse para parar de correr e apenas esticar. Então eu comecei a praticar ioga como uma forma de terapia física. Comecei a perceber que era muito poderoso, que tinha alguns benefícios reais, então eu me interessei em saber como ele trabalhou.
O professor de ioga fez todos os tipos de reivindicações, que a ioga iria aumentar a minha compaixão e abriria meu coração. E eu pensava: "Sim, sim, sim, eu estou aqui para esticar", mas eu comecei a perceber que eu estava mais calma. Eu era mais capaz de lidar com situações mais difíceis. Eu estava mais compassiva e de coração aberto, e capaz de ver as coisas do ponto de vista dos outros.
Eu pensei, talvez fosse apenas a resposta placebo. Mas então eu fiz uma pesquisa bibliográfica científica, e vi evidências de que a meditação tinha sido associado com diminuição do estresse, diminuição da depressão, ansiedade, dor e insônia, e um aumento da qualidade de vida.
Nesse ponto, eu estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então, eu comecei a fazer esta pesquisa como um pós-doc.
Q: Como você fez a pesquisa?
Lazar:  O primeiro estudo olhou para meditadores de longo prazo contra um grupo de controle. Os dados indicaram que meditadores de longo prazo têm uma maior quantidade de matéria cinzenta na ínsula e regiões sensoriais, no córtex auditivo e sensorial. O que faz sentido. Quando você está consciente, você está prestando atenção à sua respiração, aos sons, à experiência presente no momento, e fechando a cognição para baixo. É lógico que seus sentidos seriam reforçados.
Também descobriram que tinham mais matéria cinzenta no córtex frontal, que está associada com a memória de trabalho e tomada de decisões executivas.
É bem documentado que o nosso córtex encolhe à medida que envelhece - é mais difícil de descobrir as coisas e lembrar as coisas. Mas nesta região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade tinham a mesma quantidade de matéria cinzenta como em crianças de 25 anos.
Assim, a primeira pergunta era: bem, talvez as pessoas com mais matéria cinzenta no estudo tinham mais matéria cinzenta antes de começarem a meditar? Então nós fizemos um segundo estudo.
Pegamos pessoas que nunca tinha meditado antes, e colocamos um grupo através de um programa de redução de estresse baseada em mindfulness- oito semanas.
Q: O que você achou?
Lazar: Encontramos diferenças no volume do cérebro após oito semanas em cinco regiões diferentes nos cérebros dos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação, encontramos espessamento em quatro regiões:
1. A principal diferença, encontramos no cingulado posterior.
2. O hipocampo esquerdo, que auxilia na aprendizagem, cognição, memória e regulação emocional.
3.   A junção temporo parietal, ou TPJ, que está associado com a tomada de perspectiva, empatia e compaixão.
4. Uma área da haste do cérebro chamada de Ponte, onde uma grande quantidade de neurotransmissores reguladoras são produzidos .
amígdala, região ativada para luta ou fuga, uma parte do cérebro que é importante para a ansiedade, medo e estresse em geral. Essa área é menor no grupo que passou pelo programa de redução de estresse baseada em mindfulness.
A mudança na amígdala também se correlacionou com uma redução nos níveis de stress.
Q: Então, quanto tempo é que alguém tem que meditar antes de começar a ver mudanças em seu cérebro?
Lazar: Nossos dados mostram mudanças no cérebro após apenas oito semanas.
Em um programa de redução de estresse baseado em mindfulness, nossos sujeitos fizeram uma aula semanal. Eles receberam uma gravação e fizeram por 40 minutos por dia em casa. E é isso.
Q: Então, 40 minutos por dia?
Lazar: Bem, foi altamente variável no estudo. Algumas pessoas praticavam 40 minutos praticamente todos os dias. Algumas pessoas praticavam menos.  Alguns só algumas vezes por semana.
No meu estudo, a média foi de 27 minutos por dia. Cerca de meia hora por dia.
Não há boa informação ainda sobre o quanto alguém precisa  praticar, a fim de se beneficiar.
Professores de meditação poderão dizer que não há absolutamente nenhuma base científica para isso, mas os comentários dos estudantes sugerem que 10 minutos por dia pode ter algum benefício subjetivo. Precisamos testá-lo.
Estamos apenas começando um estudo que esperamos que nos permita avaliar o que o significado funcional destas mudanças são. Estudos feitos por outros cientistas mostraram que a meditação pode ajudar a melhorar a atenção e habilidades da regulação da emoção. Mas a maioria não foram  estudos de neuroimagem. Então, agora nós estamos esperando para trazer essa ciência comportamental e de neuroimagem juntos.
Q: Dado o que sabemos a partir da ciência, o que você incentiva os leitores a fazer?
Lazar: Mindfulness é apenas um exercício. É uma forma de exercício mental, realmente. E assim como o exercício aumenta a saúde, nos ajuda a lidar melhor com o estresse e promove a longevidade, a meditação pretende conferir alguns desses mesmos benefícios.
Mas, assim como o exercício, não pode curar tudo. Portanto, a ideia é que é útil como uma terapia complementar. Foi tentado com muitos, muitos outros distúrbios, e os resultados variam enormemente - ele afeta alguns sintomas, mas não todos. Os resultados são, por vezes modestos. E ele não funciona para todos.
Ainda é cedo para tentar descobrir o que ele pode ou não pode fazer.
Q: Então, sabendo das limitações, o que você sugere?
Lazar: Ele parece ser benéfico para a maioria das pessoas. A coisa mais importante, se você quiser experimentá-lo, é encontrar um bom professor. Porque é simples, mas também é complexo. Você tem que entender o que está acontecendo em sua mente. Um bom professor não tem preço.
Q: Você medita? E você tem um professor?
Lazar: Sim e sim.
Q: Que diferença fez na sua vida?
Lazar: Eu tenho feito isso por 20 anos, então ele teve uma profunda influência em minha vida. Isso me ajuda a pensar com mais clareza. É ótimo para interações interpessoais. Eu tenho mais empatia e compaixão pelas pessoas.
Q: Qual é a sua própria prática?
Lazar: altamente variável. Alguns dias 40 minutos. Alguns dias cinco minutos. Alguns dias, não em todos. É muito parecido com o exercício. Exercício três vezes por semana é o ideal. Mas se tudo o que você pode fazer é apenas um pouco todos os dias, isso é uma coisa boa também. Tenho certeza que se eu praticasse mais, eu me beneficiaria mais. Eu não tenho ideia se eu estou fazendo alterações cerebrais ou não. É que isto é o que funciona para mim agora.

Texto traduzido do site The Washinton Post.
link do site em inglês: https://www.washingtonpost.com/news/inspired-life/wp/2015/05/26/harvard-neuroscientist-meditation-not-only-reduces-stress-it-literally-changes-your-brain







Harvard neurocientista: Meditação não só reduz o stress, aqui está como ele muda seu cérebro

 


Sara Lazar , neurocientista do Massachusetts General Hospital e Harvard Medical School, foi um dos primeiros cientistas a tomar as reivindicações anedóticas sobre os benefícios da meditação e mindfulness e testá-los em imagens do cérebro. O que ela encontrou a surpreendeu - que a meditação pode literalmente mudar seu cérebro. Ela explica:
Q: Por que você começar a olhar para a meditação e mindfulness eo cérebro?
Lazar: Um amigo e eu estava treinando para a maratona de Boston. Eu tive algumas lesões de corrida, então eu vi um fisioterapeuta que me disse para parar de correr e apenas esticar. Então eu comecei a praticar ioga como uma forma de terapia física. Comecei a perceber que era muito poderoso, que tinha alguns benefícios reais, então eu só tenho interessado em saber como ele trabalhou.
O professor de ioga fez todos os tipos de reivindicações, que a ioga iria aumentar a sua compaixão e abra seu coração. E eu pensava: 'Sim, sim, sim, eu estou aqui para esticar. Mas eu comecei a perceber que eu estava mais calmo.Eu era mais capaz de lidar com situações mais difíceis. Eu estava mais compassivo e de coração aberto, e capaz de ver as coisas do ponto de vista dos outros.
Eu pensei, talvez fosse apenas a resposta placebo. Mas então eu fiz uma pesquisa bibliográfica da ciência, e viu evidências de que a meditação tinha sido associado com diminuição do estresse, diminuição da depressão, ansiedade, dor e insônia, e um aumento da qualidade de vida.
Nesse ponto, eu estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então, eu apenas ligado e começou a fazer esta pesquisa como um pós-doc.
Q: Como você fez a pesquisa?
Lazar:  O primeiro estudo olhou para meditadores de longo prazo contra um grupo de controle. Encontramos meditadores de longo prazo têm uma maior quantidade de matéria cinzenta na ínsula e regiões sensoriais, o córtex auditivo e sensorial. O que faz sentido. Quando você está consciente, você está prestando atenção à sua respiração, aos sons, à experiência presente momento, e fechando a cognição para baixo. É lógico seus sentidos seria reforçada.
Também descobriram que tinham mais matéria cinzenta no córtex frontal, que está associada com a memória de trabalho e tomada de decisões executivas.
É bem documentado que o nosso córtex encolhe à medida que envelhecem - é mais difícil de descobrir as coisas e lembrar as coisas. Mas nesta região do córtex pré-frontal, meditadores 50 anos de idade teve a mesma quantidade de matéria cinzenta como crianças de 25 anos.
Assim, a primeira pergunta era, bem, talvez as pessoas com mais matéria cinzenta no estudo tinham mais matéria cinzenta antes de começarem a meditar. Então nós fizemos um segundo estudo .
Pegamos pessoas que nunca tinha meditado antes, e colocar um grupo através de um programa de redução de estresse baseada mindfulness- oito semanas.

Sara Lazar sobre como meditação afeta o cérebro

Play Video 03:36
Neste trecho do documentário "The Connection", que conta as histórias de pessoas adicionando medicina corpo-mente às suas práticas de cura, Harvard neurocientista Sara Lazar fala sobre a conexão entre o corpo ea mente durante a meditação. (O Connection)
Q: O que você achou?
Lazar: Encontramos diferenças no volume do cérebro após oito semanas em cinco regiões diferentes nos cérebros dos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação, encontramos espessamento em quatro regiões:
1. A principal diferença, encontramos no cingulado posterior, que está envolvida na mente vagando, e auto relevância .
2. O hipocampo esquerdo, que auxilia na aprendizagem, cognição, memória e regulação emocional.
3.   A junção temporo parietal, ou TPJ, que está associado com a tomada de perspectiva, empatia e compaixão.
4. Uma área da haste do cérebro chamada de Pons, onde uma grande quantidade de neurotransmissores reguladoras são produzidos .
amígdala, a luta ou fuga parte do cérebro que é importante para a ansiedade, medo e estresse em geral. Essa área tem menor no grupo que passou pelo programa de redução de estresse baseada em mindfulness.
A mudança na amígdala também se correlacionou com uma redução nos níveis de stress.
Q: Então, quanto tempo é que alguém tem que meditar antes de começar a ver mudanças em seu cérebro?
Lazar: Nossos dados mostram mudanças no cérebro após apenas oito semanas.
Em um programa de redução de estresse baseada em mindfulness, nossos sujeitos fiz uma aula semanal. Eles receberam uma gravação e disse para a prática de 40 minutos por dia em casa. E é isso.
Q: Então, 40 minutos por dia?
Lazar: Bem, foi altamente variável no estudo. Algumas pessoas praticavam 40 minutos praticamente todos os dias. Algumas pessoas praticavam menos.Alguns só algumas vezes por semana.
No meu estudo, a média foi de 27 minutos por dia. Ou cerca de meia hora por dia.
Não há boa informação ainda sobre o quanto alguém precisa de praticar, a fim de se beneficiar.
professores de meditação irá dizer-lhe, no entanto não há absolutamente nenhuma base científica para isso, mas os comentários anedóticos de estudantes sugerem que 10 minutos por dia pode ter algum benefício subjetivo. Precisamos testá-lo.
Estamos apenas começando um estudo que esperamos que nos permitem avaliar o que o significado funcional destas mudanças são. Estudos feitos por outros cientistas mostraram que a meditação pode ajudar a melhorar a atenção e regulação da emoção habilidades. Mas a maioria não foram neuroimagem estudos. Então, agora nós estamos esperando para trazer essa ciência comportamental e de neuroimagem juntos.
Q: Dado o que sabemos a partir da ciência, o que você incentivar os leitores a fazer?
Lazar: Mindfulness é apenas como exercício. É uma forma de exercício mental, realmente. E assim como o exercício aumenta a saúde, nos ajuda a lidar com o estresse melhor e promove a longevidade, meditação pretende conferir alguns desses mesmos benefícios.
Mas, assim como o exercício, não pode curar tudo. Portanto, a ideia é que é útil como uma terapia adjuvante. Não é um autônomo. Foi tentado com muitos, muitos outros distúrbios, e os resultados variam enormemente - ele afeta alguns sintomas, mas não todos. Os resultados são, por vezes modestos. E ele não funciona para todos.
Ainda é cedo para tentar descobrir o que ele pode ou não pode fazer.
Q: Então, sabendo das limitações, o que você sugere?
Lazar: Ele parece ser benéfico para a maioria das pessoas. A coisa mais importante, se você estiver indo para experimentá-lo, é encontrar um bom professor. Porque é simples, mas também é complexa. Você tem que entender o que está acontecendo em sua mente. Um bom professor não tem preço
Q: Você meditar? E você tem um professor?
Lazar: Sim e sim.
Q: Que diferença fez na sua vida?
Lazar: Eu tenho feito isso por 20 anos, então ele teve uma profunda influência em minha vida. É muito aterramento. É reduzida stress. Isso me ajuda a pensar com mais clareza. É ótimo para interações interpessoais. Eu tenho mais empatia e compaixão pelas pessoas.
Q: Qual é a sua própria prática?
Lazar: altamente variável. Alguns dias 40 minutos. Alguns dias cinco minutos. Alguns dias, não em todos. É muito parecido com o exercício.Exercício três vezes por semana é grande. Mas se tudo o que você pode fazer é apenas um pouco todos os dias, isso é uma coisa boa, também. Tenho certeza que se eu praticava mais, eu beneficiar mais. Eu não tenho idéia se eu estou recebendo alterações cerebrais ou não. É que este é o que funciona para mim agora.

Sara Lazar sobre como meditação afeta océrebro

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